...coisas que vejo no resplendor...



Nota: Clica nas imagens/vinculos para seguir o desenvolvimento de cada apontamento


Textos de Autumn Autism

Fotos

19.6.07

Cortazar




8.6.07

quando se rompe um osso

sobrevoo os infernos
da minha insatisfação
com asas de monóxido
e penas cozidas a tédio

lagos angustiados e fomes predadoras
vagueiam nos meus infernos
alimentados por tetas de frustração
e pelas coisas que nunca fiz
são silêncios sepulcrais
nascidos das lágrimas
da dor que criei e sofri

no entanto sobrevoo
e existem sorrisos mágicos em cada nuvem de opio
e em cada pele sonhadora pressinto uma salvação desgarradora
nem que seja mentira e que o meu corpo arda
sobre-vivo

7.6.07

para li



22.5.07

Bill Viola

14.5.07

10.5.07

massas a nu

25.4.07

Insensatez

chove na minha insensatez
a agua cai em pequenos erros
e depois inunda e faz desaparecer

debaixo as águas do desanimo
estão os sonhos inacabados
do que podíamos ter sido
do que não sabemos se somos
ou uma merda autocompacente dessas

a agua é cómoda e é bom não estar
o medo faz-te nadar daqui para fora
bebes mais um cigarro
e deixas-te adormecer

esta fuga inconstante suave
faz-me desistir com frevor
sinto um peso que me resiste

e hummm... afundo-me .....


para descobrir que

debaixo das águas


não existe
















nada.

24.4.07

Cartier Bresson por exemplo e outros...

que encontrei num "thread" de um forum














18.4.07

Metrographic

17.4.07

6.4.07

29.3.07

ION BIRCH

Aqui o Je fez uma entrevista en español

Riget

já tenho a serie completa em DVD ahah uhhhggg aHAHAh UUHHHAAHAH EEAEEAHHAHAH !!!!!!!!!!!!!!!

22.3.07

Foldschool.com

Prás minas e prós meninos

















um gajo é filho de carpinteiro e afunda-se cada vez mais em celulose e isso nota-se ... e muito.


20.3.07

confidencia

o meu avô chamou sempre à minha avó "minha menina..."

revolução

vem comigo vamos dançar
estamos sós e nada nos separa
quero olhar-te silenciosa
quero esperar o final

quartos pequenos sujos
com pequenos moveis arrugados
e aranhas preguiçosas
encontram-se livros e discos sem usar
existe uma conspiração caótica
com requintes burocráticos

e tu sabes, sentes intensamente
com uma força indescritível
quem somos as presas

por isso vem e dança
quero olhar-te com o meu corpo
liberta-te nos meus dedos
comecemos uma sensual revolução

16.3.07

lucidez

se apodrece-me
e não quero mais olhar
se me desfaço
nas coisas que nunca fiz
existe um choro continuo
destilando-me com calor

e não queres mais olhar
te incomodo e não me queres

se me apodrece
a vontade de estar
durante tanto tempo
onde o tédio te sofre
e a magia se esquece

porque acreditas menos
quando te devoram os dias
porque a lucidez é uma filha da puta
e tu ainda nem a conheces

12.3.07

INVENTAR

7.3.07

Os teus dias que horas têm

horas de nascer
de fazer ou dormitar confuso
e desatento
para mais saborear
os dias que são dias
para as noites perdidas
nos pesadelos da fome

















e tenho 100 horas de fome
100 dias de lamento
e espero

100 anos de suave solidão

3.3.07

clayton james cubitt + tempo














destrói-me devagar e com prazer
devora cada pedaço de mim
que o pó se sature no meu corpo
que os músculos se desprendam e voem
quero que me desapareças inverno...
e sinto já a agua nos meus pulmões
e o sol a queimar-me os olhos














sshshhshshhhhhhhhhhhh...

1.3.07

28.2.07

LEGO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

cigarro

segregas-me devagar
numa espiral confusa
e deixo-me cair vazio
sou uma carta branca

flechas de suor
escorrem em cauda
em louvores silenciosos
em momentos puros
e perigosos

quando a pele pede mais
e tu fechas os olhos
nasce um tempo infinito
que não sofre nunca

pelo menos até ao próximo cigarro

20.2.07

Tesla

TESLA

















vivo para observar
a energia pura que nasce
da incessante loucura
dos que vivem

15.2.07

Seb Przd's photos

love pixel

14.2.07

amor

o amor escorre-te das mãos
como esperma frio
e tu não sabes que fazer
nunca soubeste

e encontras-te na tua solidão persistente
e o pescoço se te estrangula
num ultimo acto de fuga

passeias só pelas ruas
com um nevoeiro queimado
de fausto envergonhado

e esperas que os dias te dêem
um pouco desse vinho
que te bebias no amor

99 cent

12.2.07

players

8.2.07

luzes por frank buchwald

a batalha 2

war of worlds
war of words

a batalha
















não tragas essa fome aqui
quero dançar sem cadáveres
sei que respiro só por sentir

abraço pessoas infinitas
sou-me com elas na cama

ai vem a melodia assassina
que consome corpos e sexo

não quero o beijo metálico
dos tanques e rebarbadoras
sou amaldiçoado pelos lábios do esquecimento
mato, fecho, viajo
quero descansar da dor

5.2.07

O tempo nao é

o tempo não existe
é mundo circular
com rotação incessante y infinita
sem passado nem futuro






















pelo menos o passado já não me existe
e o futuro não-me é um carcereiro.

31.1.07


tenho frio nesta noite
e me consome silenciosamente
a fossa me inunda pouco a pouco
já não consigo ver o céu
sou um corpo sem dor
acho que vou a adormecer...



quero o sonho definitivo
waking life...

23.1.07

caminho

onde caiem as folhas mortas
e o cheiro a terra molhada te transporta
quando o céu te enche e conforta
donde olhas os sorrisos dos olhos que passam
donde instigas nas almas alheias
donde tudo se enche de misteriosa profundidade

donde os edifícios te abraçam
feitos de historia e de tempo
donde sentes o vigor das mentes
donde o tempo é pão
e o silencio te faz existir

o minúsculo sitio entre a areia molhada
e a onda que te acaricia
quando o sol te decide queimar


ai está o meu caminho

Mulher desconstruida

Mulher desconstruída (se confirma que não são deusas)


22.1.07

furor seco

fugir
furor

o mundo é mais grande
é maior que o meu fugir
e não me consigo libertar de mim
as cápsulas são reais
seja donde seja
e tudo vibra de lentidão desnecessária
devo muito a algo
que me agarra me suprime
e sei que todos os dias
são absurdos
e o absurdo é demasiado solitário
não tens nada que oferecer
és uma memoria descartável
e te deixam ficar aqui
afundado no teu absurdo

mordo a mão que me dá de comer
queimo as bocas que beijam de pena
existe um inferno seco
à espera de acordar
enquando o esperas te inunda
e te deixa deserto

o único persistente sou eu.

19.1.07

entiendo...

entendo o perceber
de forma esporádica
de forma desistente e sem voz
é uma suja desistência
uma maldição muda

quero sentir mais
é uma forma nula
de convencer il
quero sentir mais

Exilio

Afundado num deserto de amor
me adentro sem querer
o meu único consolo são os outros
único calor me sinto
Na noite são mais sós
os teus passos esse fogo

me escondo num exílio falso
de não querer recordar
existem corpos fantásticos húmidos
que não desejo
afundo-me em mim
por calor por amor por suor

faço-me companhia
me jogo as cartas
não quero nada de ninguém
me realizo perdido
em pó em fome em dor

penso que penso

Não escrevo para poder sentir
penso melhor quando escrevo

17.1.07

"breed breed breed

And from his throne he could the unceasing breeding of those untouched by talent"

Diamanda Gálas

O novo livro de Eduardo Punset (El alma está en el celebro) fala-nos dos conceitos de autoridade e submissao, investigados pelo psicologo Stranley Milgram, donde demonstrou que dos terços da populaçao podem comportar-se de um modo cruel e meligno pelo simples facto de que a autoridade se lo ordene...











mais em español

Libertadas de culpa (pelos dirigentes), as massas se entregam às tarefas mais cruéis com uma precisão extrema e com os requintes de malvadez inatos...

14.1.07

zeros

zeros para morrer
zeros para morrer
zeros para morrer


zeros de luz

segredos

tenho segredos para não contar
um suspiro de vampiro que me percorre
um choro nulo numa nítida carcel
uma fome flageladora sem cor
meu deus porque me abandonaste?
é não estavas comigo
todo o que foi não estava lá
levo-me o corpo para outro lado
vagueio pelo tempo sem saber
me enterro vivo na maré
nesta corrente morta

tenho segredos para contar
mas não existe ar que os liberte

11.1.07

running from the camera

Fotoblog muito interessante:

running from the camera

"Tenho uma ideia, tenho uma idea, VAMOS FUGIR!!!!!
















Eu quero sair daqui.

8.1.07

trabuscar

Procuro uma entrada
para não ficar prá ' qui a apodrecer
enquanto as horas me devoram
numa cadeira cómoda
feita pra ser caixão
procuro não esquecer-me todo o dia
e não deixar de respirar
por entre números e letras e folhas e sei lá que mais!
venham mais uma cervejinha
que a hora é a doer
e não vale ficar prá ' qui a pedinchar tempo
oh adormecido sem alma,
oh sórdida lucidez...

7.1.07

dormir é o remédio dos esfomeados

adoro sair do meu corpo
quando não me apetece estar
porque dormir é o remédio dos esfomeados
e quando a montanha gélida me atrai
num sopro cheio de sussurros
deixo-me levar com eles
para ai me aquecer

adoro passear pelos campos
cobertos de melancolia
adoro esperar pelos comboios
pelas asas de metal incandescentes

mas não estou aqui, melhor dormir
no meu querido tédio de ausências

6.1.07

dead rollercoaster

Na melancolia do tempo
descubro uma criança ausente
numa cidade impotente e morta
os olhos que vêem são esses
que ainda sabem amar
e que não têm medo de sorrir

e caminho sobre as flores da desolação
sem saber se as amo mais a elas
ou à corrosão do tempo que me faz

rollercoaster
autor das fotos
mais sítios abandonados
Chernobyl ...

3.1.07

Ron Mueck

olhares num espelho gigante

caminho de ferro
















afundo-me na obscuridade
viajando sem cessar
para um sitio inóspito
donde as almas cantam requiem's
donde os sorrisos terminam
em gélidas decepções
viajo a toda velocidade
numa vigília incansável
donde se esquecem os sonhos
e a realidade é um suor sujo
me afundo nestas montanhas
povoadas de lobos famintos
casas de espelhos sombrias
e cálices vazios
mas levo-me a mim
num sopro
e sei-me incessante

nada
















Os criadores do nada
São poderosos e fieis
São meninos assustados
com aparições enubladas
nas suas tarefas incansáveis
devoram castelos de areia
com sistemática precisão
e almas de pregador
dormirão sós os pobres
debaixo de escombros esfomeados

Oh, Paris!

Imagens de Paris desde 1871:


frio

o frio reage na minha cara
com uma virulência vermelha
feita de pedaços de carinho
e de lençóis manchados

o frios despedaça os corações
e estes esperam uma redenção melhor
por entre fumos nocturnos
e consciências alteradas
lúcidas de outras realidades
tão só aparentes para estes autómotos
perdidos na voragem dos dias
e das horas cheias de responsabilidade


mas estou a perder-me como sempre
8 por 5 horas pelo menos
porque sou menos nesses assobios
eu queria falar do frio
e de quanto o desprezo e o temo
e queria falar da solidão que nos invade
mas vou pelo menos
e o silencio frio
despedaça este corpo
8 por 5 horas

31.12.06

Pele

existe um perigo de submersão
uma constante sensação de vácuo
é uma cortina que te impede de ver
é um espelho mate
existe um olhar que só se vê a si próprio
mas é difícil não perder-se
no labirinto do que somos
quando a coragem para perguntar
se veste da cobardia para fazer

isto pouco importa
eu sei que tu sabes
gostava que não me visses como um arrogante
gostava de ver-te sem essa cortina
mas é me uma pele querida
desculpa se o silencio soou por demasiado tempo
tinha medo do ruído e da sua insignificância

Pol pot

























Estes são indivíduos anónimos da prisão secreta de Pol pot - S 21:

lista completa aqui:
http://www.tuolsleng.com/photographs.php

30.12.06

Alimento-me da fome que me consome.

Alimento-me da fome que me consome.

A cada dia que passa, vagaroso
cresce em mim um sintoma

floresce no tempo que percorro
na pequenez dos dias
no fio cortante das folhas
nas caras que sinto
nos segundos que passam
nos minutos que esperam
na cadeira que me empaula

A cada dia que passa, infinito
morre o tempo que não fiz
e cresce a fome que me alimenta.

29.12.06

forense

O forense analisa a minha mente
e descobre o óbvio.
que está errado nas assupções mas
esquece-se que acerta em perguntar
inspiro um veneno palpável que dá sentido a cada momento
embora discordo que o dê ao todo
o forense apalpa cuidadosamente o crânio
busca anomalias encontra razões
o forense sou eu
só espero que a biopsia não se transforme numa austera autopsia
(nada divertida sem uísque nem fumos)

28.12.06

O banqueiro Anarquista

de Fernando Pessoa, esse lucido alucinado

Leitura obrigatória para quem pensa em politica

a praia

adormeço no tempo
existe uma praia transversal,
infinita sem mar que me espera
sei que estou a perder
mas quem disse que algumas vez quis ganhar...
não existem poços nem fontes
não existe mesmo mais que frio
vou dormir mais um pouco
espero que se divirtam na minha ausência