...coisas que vejo no resplendor...



Nota: Clica nas imagens/vinculos para seguir o desenvolvimento de cada apontamento


Textos de Autumn Autism

Fotos

16.7.07

hyper paris

5.7.07

as bombas que caiem já não são as tuas














me esvazio dentro de uma guerra inútil
sou os escombros esquecidos
um cérebro feito napalm
o meu corpo late fora de tempo

Quando o vento se angustia
e o pó se agita, fareja, busca-te
todo o universo decide o ataque
e as pedras te ardem
e os músculos se electrocutam
é ai que este mundo te vê
e com um interesse mundano
decide atacar-te com tempo

corres sem sair daqui
nunca consegues sair de ti
nos sopros das caricias
se te corroem as veias
existes numa implosão silenciosa
e o tempo te pára
e foges por entre as ruínas dos outros

um exercito de mulheres
amamentam-te com granadas
a maquina não pode para de arder
o corpo não deixa nunca de amar
é o alimento da batalha febril
enquanto não chegam os cães da solidão

e continuas a correr
mas os pés já não te crêem
desistem num sono profundo
e tu te cobres nas mantas da destruição
te abandonas dentro de um sorriso triste
que te aconchega com cantigas de embalar
e os olhos se fecham pacificamente

as bombas que caiem já não são as tuas


pássaro preto






Hablo contigo. Pero no soy libre. Soy solo un pájaro negro.

26.6.07

25.6.07

here're the good news...




















ofereço-te o uma vazio confortado
montado na mula da desesperação

dorme anjo negro, um dia virei a buscar-te de novo

22.6.07

19.6.07

Cortazar




8.6.07

quando se rompe um osso

sobrevoo os infernos
da minha insatisfação
com asas de monóxido
e penas cozidas a tédio

lagos angustiados e fomes predadoras
vagueiam nos meus infernos
alimentados por tetas de frustração
e pelas coisas que nunca fiz
são silêncios sepulcrais
nascidos das lágrimas
da dor que criei e sofri

no entanto sobrevoo
e existem sorrisos mágicos em cada nuvem de opio
e em cada pele sonhadora pressinto uma salvação desgarradora
nem que seja mentira e que o meu corpo arda
sobre-vivo

7.6.07

para li



22.5.07

Bill Viola

14.5.07

10.5.07

massas a nu

25.4.07

Insensatez

chove na minha insensatez
a agua cai em pequenos erros
e depois inunda e faz desaparecer

debaixo as águas do desanimo
estão os sonhos inacabados
do que podíamos ter sido
do que não sabemos se somos
ou uma merda autocompacente dessas

a agua é cómoda e é bom não estar
o medo faz-te nadar daqui para fora
bebes mais um cigarro
e deixas-te adormecer

esta fuga inconstante suave
faz-me desistir com frevor
sinto um peso que me resiste

e hummm... afundo-me .....


para descobrir que

debaixo das águas


não existe
















nada.

24.4.07

Cartier Bresson por exemplo e outros...

que encontrei num "thread" de um forum














18.4.07

Metrographic

17.4.07

6.4.07

29.3.07

ION BIRCH

Aqui o Je fez uma entrevista en español

Riget

já tenho a serie completa em DVD ahah uhhhggg aHAHAh UUHHHAAHAH EEAEEAHHAHAH !!!!!!!!!!!!!!!

22.3.07

Foldschool.com

Prás minas e prós meninos

















um gajo é filho de carpinteiro e afunda-se cada vez mais em celulose e isso nota-se ... e muito.


20.3.07

confidencia

o meu avô chamou sempre à minha avó "minha menina..."

revolução

vem comigo vamos dançar
estamos sós e nada nos separa
quero olhar-te silenciosa
quero esperar o final

quartos pequenos sujos
com pequenos moveis arrugados
e aranhas preguiçosas
encontram-se livros e discos sem usar
existe uma conspiração caótica
com requintes burocráticos

e tu sabes, sentes intensamente
com uma força indescritível
quem somos as presas

por isso vem e dança
quero olhar-te com o meu corpo
liberta-te nos meus dedos
comecemos uma sensual revolução

16.3.07

lucidez

se apodrece-me
e não quero mais olhar
se me desfaço
nas coisas que nunca fiz
existe um choro continuo
destilando-me com calor

e não queres mais olhar
te incomodo e não me queres

se me apodrece
a vontade de estar
durante tanto tempo
onde o tédio te sofre
e a magia se esquece

porque acreditas menos
quando te devoram os dias
porque a lucidez é uma filha da puta
e tu ainda nem a conheces

12.3.07

INVENTAR

7.3.07

Os teus dias que horas têm

horas de nascer
de fazer ou dormitar confuso
e desatento
para mais saborear
os dias que são dias
para as noites perdidas
nos pesadelos da fome

















e tenho 100 horas de fome
100 dias de lamento
e espero

100 anos de suave solidão

3.3.07

clayton james cubitt + tempo














destrói-me devagar e com prazer
devora cada pedaço de mim
que o pó se sature no meu corpo
que os músculos se desprendam e voem
quero que me desapareças inverno...
e sinto já a agua nos meus pulmões
e o sol a queimar-me os olhos














sshshhshshhhhhhhhhhhh...

1.3.07

28.2.07

LEGO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

cigarro

segregas-me devagar
numa espiral confusa
e deixo-me cair vazio
sou uma carta branca

flechas de suor
escorrem em cauda
em louvores silenciosos
em momentos puros
e perigosos

quando a pele pede mais
e tu fechas os olhos
nasce um tempo infinito
que não sofre nunca

pelo menos até ao próximo cigarro

20.2.07

Tesla

TESLA

















vivo para observar
a energia pura que nasce
da incessante loucura
dos que vivem

15.2.07

Seb Przd's photos

love pixel

14.2.07

amor

o amor escorre-te das mãos
como esperma frio
e tu não sabes que fazer
nunca soubeste

e encontras-te na tua solidão persistente
e o pescoço se te estrangula
num ultimo acto de fuga

passeias só pelas ruas
com um nevoeiro queimado
de fausto envergonhado

e esperas que os dias te dêem
um pouco desse vinho
que te bebias no amor

99 cent

12.2.07

players

8.2.07

luzes por frank buchwald

a batalha 2

war of worlds
war of words

a batalha
















não tragas essa fome aqui
quero dançar sem cadáveres
sei que respiro só por sentir

abraço pessoas infinitas
sou-me com elas na cama

ai vem a melodia assassina
que consome corpos e sexo

não quero o beijo metálico
dos tanques e rebarbadoras
sou amaldiçoado pelos lábios do esquecimento
mato, fecho, viajo
quero descansar da dor

5.2.07

O tempo nao é

o tempo não existe
é mundo circular
com rotação incessante y infinita
sem passado nem futuro






















pelo menos o passado já não me existe
e o futuro não-me é um carcereiro.