Entre a chuva dissolvente, no meu caminho de casa Dou comigo na corrente, desta gente que se arrasta Mete o túnel confusão, quanto suor, despertino Mergulho na multidão, do dia-a-dia sem destino
Porque os que crescem, sem se ver Basta po-los em frente à televisão Se algum dia se esquecer, rasgar de pratos, largar-lhe a mão Se algum dia se esquecer, como eu quando cresci Sera que ainda te lembras do que fizeram por ti
Refrão
E o que foi feito de ti E o que foi feito de mim E o que foi feito de ti Já me lembrei, já me esqueci
Quando te livrares do peso, desse amor que não entendes Vais sentir uma outra força, como que uma falta imensa E quando deres por ti, entre a chuva dissolvente És o pai de uma criança, no seu caminho de casa.
A principio é simples, anda-se sózinho passa-se nas ruas bem devagarinho está-se bem no silêncio e no borborinho bebe-se as certezas num copo de vinho e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo diz-se do passado, que está moribundo bebe-se o alento num copo sem fundo e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito entra-se cansado e sai-se refeito luta-se por tudo o que se leva a peito bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja olha-se para dentro e já pouco sobeja pede-se o descanso, por curto que seja apagam-se dúvidas num mar de cerveja e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio enfrenta-se a vida de fio a pavio navega-se sem mar, sem vela ou navio bebe-se a coragem até dum copo vazio e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa e outra maré cheia virá da maré vazia nasce um novo dia e no braço outra asa brinda-se aos amores com o vinho da casa e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Isto é como tudo não há-de ser nada a minha namorada é tudo que eu queira mas vive para lá da fronteira
Separam-nos cordas separam-nos credos e creio que medos e creio que leis nos colam à pele papéis
Tratados, acordos são pântanos, lodos
Pisemos a pista é bom que se insista dancemos no mundo
Eu só queria dançar contigo sem corpo visível dançar como amigo se fosse possível dois pares de sapatos levantando o pó dançar como amigo só
Por ódio passado (que seja maldito) amor favorito não tem importância se for é de circunstância
Separam-nos crimes separam-nos cores a noite é de horrores quem disse que é lindo o sol-posto de um dia findo
Sozinho adormeço E em teu corpo apareço Pisemos a pista é bom que se insista dancemos no mundo
Eu só queria dançar contigo sem corpo visível dançar como amigo se fosse possível dois pares de sapatos levantando o pó dançar como amigo só
Em passos tão simples trocar endereços num mundo de acessos ar onde sufocas lugar de supostas trocas
Separam-nos facas separam-nos fatwas pai-nossos e datas e excomunhões acondicionando paixões
Acenda-se a tua luz na minha rua
Pisemos a pista é bom que se insista dancemos no mundo
Eu só queria dançar contigo sem corpo visível dançar como amigo se fosse possível dois pares de sapatos levantando o pó dançar como amigo só
este blog é quase um sucedâneo do youtube, mas é muito complicado partilhar musica sem ser assim. Alguém conhece um método mais pratico do colocar musica aqui? Um bom exemplo é a musica que coloquei hoje. relamente a que queria era a JD (coloco a letra mais abaixo), mas não me foi possível encontrar-la no youtube. De qualquer forma a canção que coloquei dá uma boa ideia do intensamente melancólicos que sao os Bardo Pond
I am with you Back of my mind Gossamer light Out of the corners Of my eyes
You're always there In the black of night Gossamer light Out of the corners Of my eyes
I am with you Close my eyes Gossamer light Fills the corners Of my mind
You're always there On a starlit night Gossamer light Streams skyward Just out of sight Just out of sight Just out of sight
You're always there I am with you Gossamer light Fills the corners
I am with you Close my eyes Gossamer light Streams skyward Just out of sight Just out of sight Just out of sight
Into the sky Gossamer light Fills the sky
You're always there Black of night Gossamer light Out of the corners Of my eyes
Diamanda Galás tem uma profundidade incrível que me inspirou desde 98 . Black swan é uma canção quase africana com uma tensão perfeita, perfeita para 2007
You are my sister, we were born So innocent, so full of need There were times we were friends but times I was so cruel Each night I'd ask for you to watch me as I sleep I was so afraid of the night You seemed to move through the places that I feared You lived inside my world so softly Protected only by the kindness of your nature You are my sister And I love you May all of your dreams come true We felt so differently then So similar over the years The way we laugh the way we experience pain So many memories But there's nothing left to gain from remembering Faces and worlds that no one else will ever know You are my sister And I love you May all of your dreams come true I want this for you They're gonna come true (gonna come true)
Nick The Stripper a-hideous to the eye a-hideous to the eye well he's a fat little insect a fat little insect a fat little insect a fat little insect and ooooooooh! here we go again
Nick The Stripper a-dances on all fours a-dances on all fours he's in his birthday suit he's in his birthday suit he's in his birthday suit he's in his birthday suit and ooooooooh! a-here we go again
Nick The Stripper a-hideous to the eye a-hideous to the eye well he's a fat little insect a fat little insect a fat little insect a fat little insect and ooooooooh! here we go again
well he's a fat little insect a fat little insect a fat little insect a fat little insect he's in his birthday suit he's in his birthday suit he's in his birthday suit he's in his birthday suit
insect insect insect insect
uhhhhhhooohhhhhh umm!! estou no meu fato de aniversariante :D
O primeiro jogo que era bonito (e o ultimo). Submergir-me nesse mundo era intenso, as ilustrações eram muito bonitas (isto num jogo que tinha 1 Mb), o guião era tenso e o jogo era extremamente difícil.
Mas marcou-me como uma boa obra de arte. Era elegante e poético. Mas este não é só mais um post nostálgico. O autor original comprou os direitos da obra, e fez uma versão com alta definição (que se pode encontra num mininova perto de si), e criou uma pagina muito completa sobre o jogo (clique na foto). Submerge-te outra vez...
Quando eu estava só, e entrava no meu velho e feio e húmido open corsa, punha uma casseta com um som péssimo que começava com ela. Essa melancolia invadia o habitáculo enquanto as mãos tentavam esquecer o volante gelado. Normalmente eram estradas secundarias por donde a noite tinha esse silencio donde a solidão se torna assustadora e fria. O cheiro a musgo, envolvia tudo. A verdade é que no inverno, é tudo tão húmido nesse carro que todo parece ser do reino vegetal. Até eu devorado por um sono intenso. Porque nesse momento eu tinha sido totalmente esvaziado e consumido. E nessa cassete eu crescia com a beleza intensa que este tema me fazia sentir. Tive uma relação amorosa com este álbum, e foi das mais felizes.
Bem não sao exactamente canções mas sao dois poemas beat que me marcaram muito (especialmente angel mine). Angel mine aparece no disco "kicks joy darkness" de spoken word "musicada" tocada por jeff buckley e cantanda por Inger Lorre. O vídeo corresponde a uma das experiências sonoras do burroughs, e adoro o leve toque blasfemal que sempre anima o pessoal...
Novo nome para o podcast depois de muito tempo de inactividade. Além disso se coloca uma nova faixa, e se faz a promessa de continuar de forma mais regular.
Are we lost in traffic? should our children run away? are paper guns over our heads? am I a lonely pill? is this endless forgotten love? were are the keys?
is time burning away? with our children? are we faking? what are we falling through?
Gostava muito que dessem as vossas opiniões (se existe alguém desse lado :D)
parecem-me sombras uns lábios pálidos mudos pelo gritar dos copos e dor corpos e fugimos para dentro de esse bar prisão bar não lugar donde nada nunca passa uma espiral continua dentro de um tempo espesso que temos que dançar com whisky conservador
somos lâmpadas mortas sem génio engrenagens que repetem o passo os livros os sorrisos as musicas nos rimos muito neste fascismo social onde se tem que beber ruido (6 de 6 em 6 dias) para que o silencio entre nós para essa solidão espessa não se note tanto, submersa jogos banais
porque é que nunca beijamos as estrelas? porque é que nunca falamos de nós? fechados por chaves crípticas de quem temos tanto medo?
ontem, não me deixaram entre do Bar porque ia descalço, e os meus pé descem-me às profundezas e os demais levavam sapatos socialmente correctos mas mesmo assim consegui sair bêbado daí
Exemplar do sexo masculino da espécie homo sapiens (sapiens?):
Nota: por favor entre na foto. Não faça como com os exemplares vivos: Não fique só pelos pêlos molhados do simbolismo femachista retirado de "Manual para gajas esquecidas"
regras absurdas de evidencias 1: não acreditar em 2: não necessitar 3: a beleza não é igual a 4: gente boa pode ser uma 5: tudo muda e esvazia 6: as mentiras piedosas são 7: cada um se serve de 8: não existe isso para 9: estás só para sempre 10: não te entendem e não te fodem
Los desechos no merecen para(bienes) porque no son dueños de su cuerpo, y este se sumerge en profundidades donde el follar no llega,
donde la sociedad carece de color, y es una mierda, una representación torpe de los besos, donde la soma es mayor que dios, y la suma nunca pero nunca pero nunca es mayor que dos.
Pues nos vamos desfilando, vacíos y maravillosos, vanity fair de muertos, somos inmensos palcos de desechos, que desechamos, y no merecen cum., porque no hay nada que cumplir, en un subidón astral de sonrisas enamoradas por un vino malo y múltiplos juegos sin sentido, donde todos buscan lo que no existe, un cuerpo sin alma solo para que le devoren con su amor.
Porque en cada polla se busca cariño. En cada coño un albergue...
Donde el follar no llega, donde los besos se dan con las venas, y el sudor habla más de que esperma, donde las palabras se revisten en cero cool y TODO TU, sin disfraz impotente, mierda que te regurgite en tienda amorosa, sin hypelungs, donde el mundo entero se liberta en gotas de mis ojos, es ahi donde quiero estar...
y solo consigo encontrar teatrillos de papel machacado.
me esvazio dentro de uma guerra inútil sou os escombros esquecidos um cérebro feito napalm o meu corpo late fora de tempo
Quando o vento se angustia e o pó se agita, fareja, busca-te todo o universo decide o ataque e as pedras te ardem e os músculos se electrocutam é ai que este mundo te vê e com um interesse mundano decide atacar-te com tempo
corres sem sair daqui nunca consegues sair de ti nos sopros das caricias se te corroem as veias existes numa implosão silenciosa e o tempo te pára e foges por entre as ruínas dos outros
um exercito de mulheres amamentam-te com granadas a maquina não pode para de arder o corpo não deixa nunca de amar é o alimento da batalha febril enquanto não chegam os cães da solidão
e continuas a correr mas os pés já não te crêem desistem num sono profundo e tu te cobres nas mantas da destruição te abandonas dentro de um sorriso triste que te aconchega com cantigas de embalar e os olhos se fecham pacificamente
sobrevoo os infernos da minha insatisfação com asas de monóxido e penas cozidas a tédio
lagos angustiados e fomes predadoras vagueiam nos meus infernos alimentados por tetas de frustração e pelas coisas que nunca fiz são silêncios sepulcrais nascidos das lágrimas da dor que criei e sofri
no entanto sobrevoo e existem sorrisos mágicos em cada nuvem de opio e em cada pele sonhadora pressinto uma salvação desgarradora nem que seja mentira e que o meu corpo arda sobre-vivo